Bacon

A MARCA BACON

A MARCA BACON

Por J.Monaco e Giuseppe Salerno

Partimos do pressuposto de que uma vez que trabalhamos com audio brading - logo branding - deveríamos começar praticando em cima da nossa própria marca.   Pensamos em cada um dos elementos formais que representariam a BACON, e claro, deixamos toda a identidade visual na mão de especialistas.

O designer J.Monaco responsabilizou-se pela direção de arte e conceitualização da marca: Sempre que um cliente me confia a responsabilidade de desenvolver e gerir uma marca ou identidade visual parto do princípio que esta precisa significar não apenas seus valores estéticos, mas também valores emocionais e traços de personalidade. No caso da BACON me encontrei não apenas trabalhando para um empreendimento com uma proposta ousada, dado ambiente Brasil x sua operação, bem como para um time de profissionais com personalidades firmes e com consciência de quem são e de suas especialidades. Isto é sem dúvida algo que já coloca o designer vários passos à frente, facilitando a compreensão de quem é o cliente, do que ele precisa, e de como ele quer que o mercado o reconheça. Sem dúvida quando se ouve ou quando se pronuncia a palavra "Bacon" talvez Audio Branding não seja a primeira coisa que passa por nossas mentes, mas a ideia da palavra BACON se tratar de uma sigla para Branded Audio Content and Other Noises é simplesmente genial. Vi que seria possível criar uma marca que contivesse a fluidez do som do próprio nome e ao mesmo tempo, de uma forma inteligentemente e divertida, seu significado é a definição exata do negócio que a marca representaria explicou.

A partir daí, o designer realizou diversos testes que apontaram para algo que tivesse uma identidade visual extremamente orgânica e ao mesmo tempo intensa. Segundo J.Monaco, Bacon, pra viciados como eu, é simplesmente o caviar das carnes. O sabor é intenso e suas curvas douradas falam mais alto do que qualquer curva de uma dessas mulheres-fruta que deixam os brasileiros sem conseguir pensar direito. Bacon é fácil de falar, fácil de ler, melhor ainda pra comer. Partindo dessa reflexão sobre o assunto, já era claro que, aos olhos, a marca deveria possuir características semelhantes.

Entusiasta de assuntos como tipografia e caligrafia, o designer tem seus truques e estes foram capazes de colocá-lo bem próximo de uma solução coerente e que honrasse a marca, mas quando o resultado está "quase lá" é  prudente chamar reforços.  Salvo raras exceções, quase nenhum grande projeto é concluído de forma plena passando apenas pelo crivo de um olhar. Na posição de diretor de arte, uma das funções que preciso atender é entregar o melhor resultado, por isso guardo comigo uma seleção de profissionais de talento inegável - e invejável - como suporte. E quando pensei em alguém pra concluir essa missão de forma excepcional, a primeira pessoa em quem pensei foi um calígrafo italiano chamado Giuseppe Salerno. diz J.

Giuseppe Salerno é diretor de arte e calígrafo, e em 2008 montou um estúdio de design gráfico especializado em tipografia, o Resistenza. Para J.Monaco, Beppe foi primordial para a realização do projeto: A escolha se deu em razão da sua sensibilidade precisa pra dar às letras a personalidade que elas precisavam pra contar uma história que vai além do que a mera exibição da palavra pode explicitar. Ele rapidamente percebeu o toque divertido que a marca precisava, mas colocou uma dose imensa de classe e fluidez, definindo seu aspecto final.

Mais informações sobre J.Monaco e Giuseppe Salerno podem ser encontradas nos links a seguir:

J.Monaco:
Brnwsh Consortium
Instagram

Giuseppe Salerno:
Resistenza
Instagram