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TODO MUNDO ESTÁ FAZENDO

AUDIO BRANDING - TODO MUNDO ESTÁ FAZENDO

Por Steve Keller

Estratégias de marketing experiencial partem da premissa de que uma marca se define por experiências às quais ela é associada. Com todos os pontos de contato experiencial disponíveis para engajar consumidores no mercado atual, administrar uma marca pode envolver uma quantidade crescente e vertiginosa de possibilidades e de armadilhas. O mercado se dá conta, mais do que nunca, da importância de realizar escolhas cuidadosas e intencionais durante o desenvolvimento e administração dos preciosos assets de suas marcas.

Do modo que vemos, uma dessas escolhas intencionais deve ser o enfoque em como uma marca soa.

Percebamos ou não, todo som que está em contato com uma marca tem o potencial de definir e comunicar os atributos daquela marca.
Todos os dias, produtoras selecionam e produzem música como trilha sonora para comerciais de uma marca. Escolhem uma voz para ler um texto. Criam sound design que adiciona à atmosfera. E no fim, cada música de fundo, cada canção, cada locução, cada som associado com a experiência de marca está, em algum nível, contribuindo com seu branding sonoro.

O que nos leva ao assunto desse post: Quando o assunto é audio branding, todo mundo está fazendo.

Infelizmente, nem todos estão pensando sobre como estão fazendo. Quando escolhas sonoras são apenas reconsiderações, deixadas ao capricho e arbitrariedade de preferências pessoais, corre-se o risco de executar uma criação que, mesmo se excelente em qualidade, pode ser um péssimo branding.

Conforme passamos a considerar e estudar cientificamente os sons que uma marca faz, criamos oportunidades de transpor o pensamento tradicional que comumente limita a noção de audio branding a mídias tradicionais como rádio e televisão. Ao invés disso, podemos imaginar o que escutamos quando nos conectamos a marcas pelo telefone. Ou como uma marca soa em contextos como a web, ou suas lojas de tijolo e cimento. Ou até como uma marca pode se conectar a seus consumidores na total ausência de estímulo verbal ou visual.

Começando esse diálogo sobre audio branding, esperamos conscientizar sobre a importância do áudio na criação de experiências de marca. É preciso examinar cuidadosamente as escolhas que fazemos a respeito de que sons usamos e como os usamos. Qual o processo que levou a essas escolhas sonoras em particular? Quantas vezes pensamos sobre como essas escolhas afetam a marca? Quão conscientes estamos de que cada escolha sonora permeia e invade a experiência de marca dos consumidores?

Diga-nos o que pensa a respeito!