Bacon

O PODER DO SOM

THE iPOD PROJECT

De acordo com o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o uso de elementos sonoro-musicais, corporais, e vocais são eficazes no tratamento, reeducação, reabilitação e recuperação de portadores de determinadas patologias.

Pacientes com distúrbios de linguagem, relacionamento, e aprendizado, assim como aqueles que apresentam sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Alzheimer, Parkinson, autismo, psicoses e deficiências intelectuais, sensoriais e motoras, geralmente são encaminhados ao tratamento sonoro-musical.

Segundo relatórios divulgados pela American Music Therapy Association (AMTA), e pela World Federation of Music Therapy (WFMT), a música fala diretamente ao sistema límbico do cérebro, responsável pelas emoções, pelas motivações e pela afetividade, contribuindo para socialização e até mesmo aumentando a produção de endorfina. Por isso, pode ser usada no combate à depressão, ao estresse, à ansiedade, no alívio de sintomas de doenças como hipertensão e câncer, bem como no tratamento de pacientes com dores crônicas.

Com base em tantas evidências dos efeitos benéficos dos elementos sonoro-musicais utilizados no tratamento de diferentes distúrbios e doenças, a Alzheimer Society of Toronto desenvolveu o projeto Music and Memory: iPod Project, que por meio de iPods reconecta pessoas com demência às músicas que tiveram significado pessoal ao longo de suas vidas.

Para ilustrar o tratamento, assista a ESSE VÍDEO de um idoso em uma casa de repouso reagindo a músicas que escutava em sua juventude.

Segundo Luciana Frias, responsável pela implementação do tratamento alternativo no Instituto de Medicina Integral de Pernambuco, “cada pessoa tem um conjunto de sons e músicas que contam sua história, que fazem parte da sua vida, esse conjunto é único, é como uma impressão digital, e na musicoterapia acessamos elementos dessa identidade para resgatar situações vividas, desenvolver potenciais e dar novos significado a determinados conteúdos”.

Assim como no Audio Branding, antes de iniciar um tratamento sonoro-musical, é importante traçar e estudar a identidade sonora do indivíduo, bem como sua relação pessoal com a música.