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UM LOGO PARA ESCUTAR

UM LOGO PARA ESCUTAR

Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você ouve a palavra "logotipo”? Provavelmente algo visual, algo que envolve design, um símbolo utilizado por empresas para distinguir-se. Está no papel timbrado, nos cartões de visita, sites, camisetas e anúncios.

  Mas as marcas não são construídas apenas através de seus olhos. Suas orelhas também podem escutá-las. Um ótimo exemplo é o caso da Intel. Poucas pessoas no mundo moderno, ao ouvir este som, não o reconhecem imediatamente como a assinatura sonora da famosa fabricante de chips.
Ouça-o clicando aqui.

Há uma grande diferença, porém, entre uma assinatura sonora (ou seja, uma das partes do Audio Branding da marca) e um jingle. Tanto em termos de conceito, quanto de propósito.

"Audio Branding não nos diz respeito apenas sobre som e música, trata-se de influências", disse Michael Boumendil, presidente da agência de soundbranding Sixieme Son. "Audio Branding é uma outra dimensão da marca que realmente a encarna - a mesma diferença entre a marca apenas usar algumas imagens e de ter um logo e a devida identidade visual estabelecida."

Levando em consideração os cinco sentidos, imagem e som são formas de expressão grandiosas, normalmente vividas em conjunto. De fato, um estudo publicado recentemente pela Universidade de Oxford descobriu que ouvir um som ao qual um determinado objeto é relacionado pode acelerar a busca visual desse objeto, disse Colleen Fahey, diretor da Sixieme Son em Chicago. "E isso é muito prático na perspectiva de uma marca buscando ajuda para combater a diminuição do período de atenção do consumidor médio", ela diz

Em conjunto, áudio e vídeo podem, como Fahey disse, "ressaltar os atributos veiculados pela marca no meio visual" ou complementá-los, adicionando significado.  

"Por exemplo, hoje estamos trabalhando com uma marca cujo logotipo transmite liderança, autoridade e dinamismo", disse Fahey. "Estamos usando o áudio para adicionar calor, otimismo e diversidade".

A idéia é ser coeso. O Audio Branding desenvolvido para marca deve possuir uma conexão lógica com seus aspectos visuais. "Contudo, ser coerente não significa ser estático", disse Boumendil. "Mas ser dinâmico também não significa ser confuso."

Por fim, vale a pena ressaltar a natureza visceral de som. A música é uma linguagem apreciada por todos, sem as armadilhas potenciais inerentes às palavras e cores. Como Boumendil apontou, infelizmente para a Nike, o nome da marca possui um significado impertinente quando utilizado como gíria em francês. Enquanto o branco, usado pelas noivas no ocidente, é sinônimo de luto no Japão.

  "Que vocabulário podemos considerar realmente como universal? Somente a Música!" disse Michael."Cada linguagem é um sistema para dizer algo, para transmitir uma mensagem. Mas usando a música, todas as pessoas podem entender uma determinada mensagem da mesma maneira."



(Tradução: “A Logo You Can Listen To “, artigo originalmente publicado no site Direct Marketing News, por Allison Schiff – Senior Digital Strategist.)